domingo, 4 de janeiro de 2015

O lenço que caiu ao Mar


Fernanda, no Estoril, despedia-se de seu pai, Augusto Oliveira Gago, acenava com o lenço até deixar de avistar o pai no barco que o levava para o Brasil. Augusto, seu pai, deixou cair o lenço no mar para nunca mais voltar. Isto foi em 1950, assim concluí por minha avó me dizer que tinha 12 anos. Chegou o telegrama mais tarde, o Sr. Cevada carteiro trouxe a mensagem. Cruzou-se com minha avó Fernanda e dizendo-lhe que era uma mensagem que lhe custara entregar passou-lha para as mãos. Caminhou depressa minha avó para casa ao encontro de sua mãe, Maria Augusta Rosa, a minha avó, com 16 anos, passou o papel para as mãos da minha bisavó que não sabia ler nem escrever, e de olhos no chão da cozinha de terra batida disse a sua mãe que o pai falecera lá longe no Brasil. 

 Assim relatou minha avó em conversa de família em minha casa a 23 de Novembro de 2014, Domingo, onde passam as tardes deste dia de descanso.  

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